Evento: EVEx – Energy Virtual Experience

13.12.2021

Durante o evento EVEx – Energy Virtual Experience, nossa advogada Raíssa Tôrres Lage teve o prazer de assistir aos debates e participar das aulas e workshops com os principais agentes setoriais da Península Ibérica e da América Latina. O evento enriquecedor trouxe à tona questões importantes para o setor de energia, como o acordo assinado pelo Brasil, na COP26, para deter e reverter o desmatamento até 2030, bem como os obstáculos e expectativas para a modernização da regulação do setor elétrico, além das perspectivas para a transição energética

Confira abaixo um overview do evento, feito pela advogada  Raíssa Tôrres Lage e pela sócia Paula Padilha Cabral Falbo:

Na última semana, tivemos o prazer de assistir os debates, participar das aulas e workshops com os principais agentes setoriais da Península Ibérica e da América Latina no EVEx – Energy Virtual Experience.

O objetivo do evento era de buscar respostas sustentáveis para acelerar a transição energética em um mundo pós COVID-19. O principal instrumento para alcançar este objetivo é a passagem de uma matriz energética focada nos combustíveis fósseis para uma com baixa emissões de carbono, baseada em fontes renováveis.

Em relação ao Brasil, além dos debates acerca do acordo assinado pelo país para deter e reverter o desmatamento até 2030, na COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), o evento trouxe em pauta os principais desafios para a transição energética no setor elétrico brasileiro. O principal obstáculo a ser solucionado pelo país é a modernização da regulação do setor elétrico, construída calçada na predominância da hidroeletricidade vista até os anos 1990, isto é, não se pode falar de uma transição energética tão rápida, se ainda não há uma regulação para tanto. O meio é próspero, mas ainda há muitos desafios para superar.

Assim, em termos de mudanças regulatórias, muito se discutiu sobre quais iniciativas deverão ser priorizadas, tais como: formação de preços; abertura de mercado. Isto significa que, a regulação deve ser mais moderna e dinâmica, pois além da representatividade das fontes de geração renovável o setor deverá implementar modelos de preços que reflita melhor a realidade operacional da geração e do consumo, com a pressão sobre tarifas e níveis baixos dos reservatórios, a atual configuração definitivamente exige mudanças.

O evento trouxe também debates interessantes acerca dos impactos da Covid-19 no setor energético. O cenário pandémico trouxe uma oportunidade de reflexão que, de certa forma, potenciou a sensibilidade coletiva para as urgências da ciência e da natureza. A pandemia chamou atenção para outros meios de trabalhar, de se locomover, a consciência energética das empresas e de toda a comunidade está mais alerta, esta transição é muito mais do que uma reação emotiva ao problema das alterações climáticas e da necessidade de mitigá-las.

Por fim, após cinco dias de debates intensos, é possível visualizar um cenário otimista em relação a transição energética, pois mesmo que as mudanças no setor energético pareçam lentas e com alguns obstáculos a serem superados, elas estão definitivamente em curso, dessa forma, a tendência para o futuro é aumento da eficiência energética e o crescimento dos setores eólico, solar e de novas tecnologias verdes.

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