Setor quer incluir energia solar em leilão para 2025

Fonte Valor

Por Rodrigo Polito

Às vésperas da publicação pelo Ministério de Minas e Energia da portaria com a sistemática para o leilão A-6, investidores do setor de energia solar reuniram-se nesta semana com o ministro Bento Albuquerque para discutir a inclusão da fonte no certame, que negociará contratos de novos empreendimentos com início de fornecimento em seis anos (2025). O argumento dos investidores é que a inclusão da fonte solar pode baratear o custo da energia no momento em que o governo discute formas de reduzir as tarifas do país.

“O objetivo era debater a participação da fonte solar no leilão A-6, o leilão de energia elétrica mais importante deste ano. E aproveitamos essa conversa com o ministro para explicar porque na nossa visão a fonte solar fotovoltaica precisa fazer parte do leilão A-6 em benefício do consumidor” disse o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, que esteve com o Albuquerque e os secretários Reive Barros (Planejamento e Desenvolvimento) e Ricardo Cyrino (Energia Elétrica).

O executivo explicou que o preço médio dos projetos de fonte solar negociados no leilão A-4 de 2018 (que negociou contratos para início de fornecimento em 2022), de R$ 118 por megawatt-hora (MWh), foi inferior ao preço médio de R$ 140,87/MWh negociado no leilão A-6 daquele ano, do qual empreendimentos de fonte solar não puderam participar. “O brasileiro pagou mais do que poderia ter pago se tivesse energia solar fotovoltaica disponível no leilão A-6 de 2018 compondo o mix de opções para abastecer a sociedade”, afirmou.

Segundo ele, para o leilão A-4 deste ano, previsto para 28 de junho e do qual a fonte solar já tem participação garantida, estão cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) 26 gigawatts (GW) em projetos, “o que representa mais de R$ 100 bilhões em interesse do setor privado em investir no Brasil”.

De acordo com Sauaia, o ministro e os secretários disseram que, no mérito da questão, estavam de acordo com as justificativas da Absolar. Eles, no entanto, demonstraram preocupação com relação ao prazo para a implementação de possíveis mudanças já para o leilão A-6 deste ano, previsto para 26 de setembro.

A expectativa no setor é que o ministério publique em breve a portaria com a sistemática do leilão, determinando as fontes de energia. “Estamos bastante esperançosos de que o Ministério de Minas e Energia, ao publicar a sua portaria sobre as fontes que participarão do leilão A-6, faça a devida inclusão da fonte solar fotovoltaica”, disse. “A quem beneficiaria a fonte solar ser excluída? Com certeza não é o consumidor.”

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