“Reforma tributária unifica a sociedade e divide Federação”, afirma Maia

Fonte Valor 

Por Marcelo Ribeiro e Raphael Di Cunto
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), revisou a estratégia para votar a reforma tributária e disse ontem que ela só começará a tramitar depois que a reforma da Previdência passar pela comissão especial. Com isso, Maia quer evitar atritos com os governadores, com os quais conta para votar a mudanças previdenciárias.
Segundo Maia, a proposta divide os Estados e municípios, porque há possibilidade que percam poder de decidir sobre determinados assuntos, e por isso aumenta a resistência. “A reforma tributária unifica a sociedade e divide a federação. É o contrário da reforma da Previdência, que unifica a federação e divide a sociedade. Então vamos tratar depois”, disse.
Há duas semanas, Maia defendia que ambas fossem discutidas paralelamente para que a tributária estivesse pronta para votar em plenário logo após a reforma da Previdência. A aceleração também foi uma forma de retaliar o secretário da Receita, Marcos Cintra, que pretende apresentar sua própria versão das mudanças tributárias, mas tem constantemente atacado o Congresso nas redes sociais.
Líder do MDB e autor da proposta da reforma tributária, o deputado Baleia Rossi (SP) disse que a Câmara terá que ser hábil para impedir que uma discussão atrapalhe a outra. ” Se deixar para o Parlamento escolher, tenho certeza que 90% dos deputados vão querer votar antes a tributária que a da Previdência”, disse.
Maia ainda sinalizou que a Câmara não deve tratar, por iniciativa própria, de um projeto de lei para valorização do salário mínimo. O governo Bolsonaro anunciou anteontem que fará a correção apenas pela inflação e não renovará a política em vigor desde o governo Lula, em 2003 (inflação mais crescimento do PIB).
Ele disse que o Brasil vive uma crise fiscal muito grande e que o Congresso fará tudo que puder para valorizar o salário dos brasileiros, mas que um encaminhamento populista gera benefício no curto prazo, mas prejuízo no longo prazo. “Se fizer a valorização do salário mínimo acima das limitações do Orçamento, vamos estar aumentando o déficit público, gerando restrições fiscais e prejudicando o crescimento do Brasil”, disse.

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