Estadão Atvos entrega plano de recuperação judicial

Empresa de açúcar e álcool do grupo Odebrecht pretende transferir parte da dívida de R$ 15 bilhões das unidades operacionais, reduzindo endividamento em relação à geração de caixa

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

A Atvos, empresa de açúcar e álcool do grupo Odebrecht, entregou nesta terça-feira, às 22 horas, seu plano de recuperação no Tribunal de Justiça de São Paulo. ​ A proposta da empresa, que entrou em recuperação judicial em maio e tem uma dívida de cerca de R$ 15 bilhões, como determina a lei, aponta que a prioridade com créditos trabalhistas, que a companhia se compromete em quitar em até 12 meses.

Em relação aos fornecedores e parceiros agrícolas, a empresa propõe que o pagamento seja realizado em até três anos.

A proposta da empresa, que entrou em recuperação judicial em maio e tem uma dívida de cerca de R$ 15 bilhões, prevê a “transferência de parte da dívida das unidades operacionais, o que possibilitará reduzir de seis para menos de três vezes o valor da dívida líquida da empresa em relação à sua geração de caixa antes de lucro, impostos, depreciação e amortização – mantendo este indicador nos patamares do setor”.

Essa realocação engloba os valores devidos às instituições financeiras que representam 92% do total da dívida, explica a empresa em nota.

Para os credores quirografários, que são aqueles sem garantias, na categoria de microempresas e empresas de pequeno porte poderão optar pelo recebimento do seu crédito no prazo de 90 dias a partir da homologação do plano, no limite de R$ 50 mil.

A proposta pra os credores com garantia real é pagar o montante em duas tranches. A primeira, correspondente a 65% do montante, teria carência de 5 anos para pagamento do principal e de 3 anos para os juros. A segunda será paga com títulos da Atvos ou participação na empresa.

​De acordo com a empresa, a proposta enviada ao tribunal “fortalece a estrutura de capital da empresa e viabiliza investimentos de R$ 1,1 bilhão por ano-safra”, o que assegura algumas operações, “assim como o compromisso com os mais de 10 mil empregados, suas famílias, comunidades, parceiros, fornecedores e clientes”.

Segundo a proposta da companhia, o equilíbrio financeiro, que prevê um caixa mínimo consolidado de R$ 800 milhões a ser verificado anualmente, permitirá à Atvos seguir com seu plano de negócios.

O ‘Estadão/Broadcast’ publicou no mês passado que o fundo credor Castlelake tem interesse em ficar com a empresa.

 

 

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