Credor da Avianca Brasil pede aeronaves de volta

Fonte Valor

 

Por Beth Koike, Joice Bacelo e Rodrigo Carro
Da frota de 60 aeronaves da Avianca Brasil, pelo menos 12 delas correm o risco de ser retomadas pelas empresas que fizeram o arrendamento desses aviões. A BOC Aviation, de Cingapura, e a Constitution Aircraft, da Irlanda, obtiveram na Justiça de São Paulo uma liminar determinando a devolução das aeronaves.
No processo, registrado na 12ª Vara Cível, a empresa irlandesa de leasing informa que “a ré deixou de adimplir as parcelas do contrato de arrendamento mercantil de 11 aeronaves.” Já a BOC Aviation explica que o pedido de reintegração refere-se a aeronaves do modelo Airbus 320-251N, sem detalhar a quantidade de contratos com atraso de pagamento.
A companhia detinha, em 30 de junho deste ano, um passivo referente a arrendamento de aeronaves e motores no valor de R$ 430 milhões, alta de quase 40% em relação a dezembro de 2017.
A Avianca Brasil informou por meio de nota que “negociações fazem parte da rotina de qualquer empresa para otimização de resultados”. Na visão da companhia, processos como este são previstos pela empresa. “Fatores externos como a alta do dólar, o aumento histórico do preço do combustível de aviação e a greve dos caminhoneiros têm desafiado todo o setor em 2018. Nesse contexto, é natural e previsto que todas as empresas busquem otimizar a gestão de seus recursos da melhor forma possível, o que inclui a adequação de frota à demanda de passageiros.”
A companhia aérea, que é a quarta maior do país, também rechaçou “qualquer rumor relacionado a um possível pedido de recuperação judicial” e destacou “que suas operações não foram ou serão impactadas”.
No primeiro semestre, a Avianca Brasil teve prejuízo líquido de R$ 175,6 milhões, perda 24,4% superior à do mesmo período de 2017. Já a receita operacional bruta avançou 116% para R$ 2,1 bilhões. A última linha do balanço foi afetada por aumento de custos operacionais e despesas financeiras.

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